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<title>Sua fonte de notícias do Brasil e do Mundo</title>
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<description>A velocidade da informação</description>
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<title>Governo anuncia construção de 85 mil moradias do Minha Casa Minha Vida</title>
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<description>Cinquenta mil imóveis terão destinação rural e 35 mil atenderão a quem reside em zona urbana.</description>
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<media:description type="plain">© Valter Campanato/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>O governo federal anunciou na tarde desta sexta-feira (12) as propostas selecionadas para a construção de 85 mil novos imóveis do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) nas modalidades Rural e Entidades (moradias urbanas).</p>

<p>Cinquenta mil imóveis terão destinação rural e 35 mil atenderão a quem reside em zona urbana. O número de moradias é 66% acima da previsão inicial. As residências serão financiadas pelo Fundo de Desenvolvimento Social (FDS). O valor total do investimento é R$ 10 bilhões.</p>

<p>A modalidade MCMV Entidades atende famílias com renda total de até R$ 3,2 mil (valor bruto). O acesso ao benefício se dá por meio de associações de moradores, cooperativas habitacionais e sindicatos que submetem a proposta de construção de casas e apartamentos à Caixa Econômica Federal.</p>

<p>Para a coordenadora do Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD), Ângela Cristina Ferreira, a modalidade Entidades do MCMV desburocratiza a construção de residências e consegue estabelecer diálogo “na ponta” com pessoas em “extrema de vulnerabilidade”, possibilitando o acesso a “casas com boa qualidade”.</p>

<h2>Para quem abastece a mesa</h2>

<p>No caso do MCMV Rural, há recursos para construção ou reforma de moradias de agricultores com renda familiar bruta anual de até R$ 50 mil. O programa – que também atende comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas – viabiliza que os agricultores construam casas em terrenos onde moram.</p>

<p>A presidente da Confederação Nacional de Trabalhadores Rurais e Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), Vânia Marques, ressalta que a modalidade Rural do MCMV é extremamente impactante. Segundo a representante da Contag, ainda é comum nessas regiões a falta de eletricidade, de estradas asfaltadas e de políticas públicas mais acessíveis.</p>

<p>Para a liderança, a iniciativa faz justiça social. “Porque somos nós que carregamos diariamente uma missão estratégica para a nação. Somos nós que produzimos alimentos saudáveis. Somos nós que abastecemos a mesa do povo brasileiro.”</p>

<h2>Alma do programa</h2>

<p>As entidades representativas de movimentos rurais e de movimentos de moradia participaram de solenidade para o anúncio do financiamento com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, em Brasília.
 
“Vocês que estão aqui hoje são a alma desse programa. São os verdadeiros protagonistas que fazem com que essas casas cheguem à população e às famílias que mais precisam”, disse Lula.</p>

<p>O presidente da República assinalou que o anúncio da construção de novos imóveis atende à demanda dos movimentos sociais, e pediu que esses sejam atuantes na execução do programa. “O que vocês cobram não é injusto. Vocês sabem que fomos eleitos para cumprir o que programamos.”</p>]]></content:encoded>
<category>Política</category>
<dc:creator>Gilberto Costa - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Davi Arraz</dc:publisher>
<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 21:28:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>PM do Rio reforça policiamento durante jogos da seleção brasileira</title>
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<description>Na Fan Fest, na Praia de Copacabana, mais de 200 policiais militares terão apoio do patrulhamento com motocicletas.</description>
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<media:description type="plain">© Tânia Rêgo/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>Os locais de grande concentração de torcedores terão reforço no policiamento durante os jogos da Seleção Brasileira no Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Militar (PM) fluminense, a corporação “vai mobilizar um amplo aparato policial e tecnológico para garantir a segurança”.</p>

<p>Neste sábado (13), quando o Brasil estreia na Copa do Mundo 2026, nos Estados Unidos, contra o Marrocos, às 19h, no estádio MetLife Stadium, em Nova Jersey, as unidades operacionais e especializadas da PM vão atuar em diversos bairros da cidade do Rio e em municípios da Baixada Fluminense, da região metropolitana, Costa Verde e do interior do estado.</p>

<p>Na região da Grande Tijuca, na zona norte da capital, 246 policiais militares do 6º BPM reforçarão a segurança nos eventos organizados nas ruas Jorge Rudge, Pereira Nunes e Zulmira, além do tradicional Alzirão, na Tijuca, que há 48 anos, recebe milhares de torcedores nos jogos da Copa do Mundo.</p>

<p>Na zona sul, mais 200 policiais militares estarão mobilizados na segurança dos torcedores que acompanharão os jogos transmitidos em um telão na Fan Fest, na Praia de Copacabana, altura da Avenida Princesa Isabel.</p>

<p>A região terá ainda o reforço no patrulhamento com motocicletas, além de 20 viaturas e a presença de policiais dos batalhões de Ações com Cães e de Rondas Especiais e Controle de Multidões.</p>


<p>“As equipes de motociclistas realizarão rondas em toda a extensão da Avenida Atlântica, na orla da praia de Copacabana, com o objetivo de ampliar a sensação de segurança para moradores, turistas e torcedores, além de atuar na prevenção e repressão aos crimes de roubo e furto”, informou a PM.</p>


<p>O planejamento operacional também prevê o emprego de recursos tecnológicos, monitoramento em tempo real e reforço do policiamento ostensivo em áreas de grande circulação de pessoas, garantindo pronta resposta a eventuais ocorrências e contribuindo para que a população possa acompanhar os jogos com tranquilidade e segurança.</p>]]></content:encoded>
<category>Geral</category>
<dc:creator>Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Davi Arraz</dc:publisher>
<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 20:28:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>STF rejeita alterar decisão que vetou revisão da vida toda</title>
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<description>Supremo formou maioria de votos nesta sexta-feira (12). Votação virtual será finalizada daqui a uma semana.</description>
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<media:description type="plain">© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de votos nesta sexta-feira (12) para negar alterações na decisão da Corte que rejeitou a revisão da vida toda das aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).</p>

<p>O entendimento foi formado no julgamento virtual de um recurso protocolado na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 2.111. A votação virtual será finalizada na próxima sexta-feira (19).</p>

<p>Até momento, foram proferidos sete votos para rejeitar os embargos de declaração protocolados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM).</p>

<p>A entidade defendeu que a revisão da vida toda seja aplicada nos processos que foram ajuizados até o dia 21 de março de 2024, data na qual o Supremo reviu seu próprio entendimento e vetou a revisão.</p>

<p>Antes do veto, uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) também garantiu aos aposentados o direito à revisão.</p>

<h2>Votos</h2>

<p>Ao rejeitar o recurso da CNTM, o relator do caso, ministro Nunes Marques, disse que o recurso pretende rediscutir matéria que já foi exaustivamente debatida.</p>

<p>“Não conheço dos quartos embargos de declaração opostos pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos. Considerando também que a questão já foi exaustivamente deliberada por este tribunal, determino a certificação do trânsito em julgado e o arquivamento imediato”, votou o ministro.</p>

<p>O voto do relator foi seguido pelos ministros Cristiano Zanin,  Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Luiz Fux.</p>

<p>Dias Toffoli apresentou voto favorável à revisão. Para o ministro, o direito deve ser reconhecido para processos ajuizados entre 16 de dezembro de 2019, data da decisão do STJ, e 5 de abril de 2024, data de publicação da decisão do STF na ADI 2.111.</p>

<h2>Mudança</h2>

<p>Em março de 2024, o STF derrubou o entendimento da própria Corte que autorizou a revisão da vida toda de aposentadorias do INSS.</p>

<p>A reviravolta do caso ocorreu durante o julgamento da ação de inconstitucionalidade contra a Lei dos Planos de Benefícios da Previdência Social (Lei 8.213/1991).</p>

<p>Por 6 votos a 5, o STF decidiu que os aposentados não têm direito de optarem pela regra mais favorável para recálculo do benefício.</p>

<p>A mudança de entendimento ocorreu porque os ministros julgaram a ação, e não o Recurso Extraordinário 1.276.977 no qual os aposentados ganharam o direito à revisão.</p>

<p>Em 2022, quando o Supremo estava com outra composição plenária, foi reconhecida a revisão da vida toda, permitindo que aposentados que entraram na Justiça pudessem pedir o recálculo do benefício com base em todas as contribuições feitas ao longo da vida.</p>

<p>O STF reconheceu que o beneficiário poderia optar pelo critério de cálculo que renda o maior valor mensal, cabendo ao aposentado avaliar se o cálculo de toda vida pode aumentar ou não o benefício.</p>

<p>Segundo o entendimento, a regra de transição feita pela reforma da Previdência de 1999, que excluía as contribuições antecedentes a julho de 1994, quando o Plano Real foi implementado, pode ser afastada caso seja desvantajosa ao segurado.</p>

<p>Os aposentados pediram que as contribuições previdenciárias realizadas antes de julho de 1994 sejam consideradas no cálculo dos benefícios. Essas contribuições pararam de ser consideradas em decorrência da reforma da Previdência de 1999, cujas regras de transição excluíam da conta os pagamentos antes do Plano Real.</p>]]></content:encoded>
<category>Justiça</category>
<dc:creator>André Richter - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Davi Arraz</dc:publisher>
<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 19:28:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Fachin defende STF após Itália apontar parcialidade no caso Zambelli</title>
<link>https://www.brapress.com/noticia/fachin-defende-stf-apos-italia-apontar-parcialidade-no-caso-zambelli</link>
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<description> </description>
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<media:description type="plain">© Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, demonstrou nesta sexta-feira (12) preocupação com a decisão da Corte de Cassação da Itália que negou a extradição da ex-deputada Carla Zambelli para o Brasil.</p>

<p>Fachin disse que o Supremo atuou com independência e imparcialidade no julgamento do caso. Além disso, o presidente do STF ressaltou que o devido processo legal e a ampla defesa foram garantidos à ex-deputada.</p>


<p>“A presidência do Supremo Tribunal Federal acompanha com preocupação a recente decisão proferida pela justiça italiana em matéria relacionada à cooperação jurídica entre os dois países, ressaltando que esta Corte vem atuando com marcante deferência aos Estados estrangeiros quando examina pedidos de extradição”, disse.</p>


<p>O presidente também defendeu a atuação do ministro do STF Alexandre de Moraes.</p>

<p>“No caso em questão, foi oferecida denúncia pela Procuradoria-Geral da República pela prática de crimes de invasão a dispositivo informático e falsidade ideológica. A denúncia foi recebida por unanimidade pela Primeira Turma, que referendou as decisões monocráticas do eminente relator, ministro Alexandre de Moraes”, completou.</p>

<h2>Sentença</h2>

<p>No dia 22 de maio, o tribunal italiano, última instância daquele país, rejeitou o pedido do governo brasileiro para extraditar a ex-parlamentar. Após a decisão, Zambelli foi libertada e aguarda o desfecho do processo na Itália. </p>

<p>A sentença escrita foi divulgada na manhã de hoje. </p>

<p>Os magistrados italianos apontaram a parcialidade do ministro Alexandre de Moraes para julgar o caso. De acordo com a sentença, Moraes agiu como “juiz e vítima” ao atuar como relator da ação penal que condenou Zambelli. </p>

<p>Ela foi condenada pela Primeira Turma do Supremo a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023.</p>

<p>De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão para emissão de um mandato falso de prisão contra o ministro. </p>

<p>Antes da execução da pena, Zambelli fugiu para a Itália, e o governo brasileiro solicitou a extradição. Ela tem dupla cidadania. </p>

<h2>Espanha</h2>

<p>A extradição de Zambelli é a segunda a ser rejeitada após solicitação do governo brasileiro de Moraes. </p>

<p>Em dezembro do ano passado, a Justiça da Espanha negou definitivamente o pedido do governo brasileiro para extraditar o blogueiro Oswaldo Eustáquio, investigado pelo STF pela acusação de envolvimento em atos antidemocráticos.</p>

<p>De acordo com a decisão da Justiça espanhola, Eustáquio não pode ser enviado para o Brasil porque é alvo de uma investigação com "motivação política". O caso também é relatado pelo ministro. </p>

<p>O blogueiro estava com mandado de prisão em aberto no Brasil desde 2020 e fugiu para o país europeu em meio às investigações que apuraram a suspeita de que ele atuou para impulsionar ataques extremistas contra o STF e o Congresso por meio das redes sociais.</p>]]></content:encoded>
<category>Justiça</category>
<dc:creator>André Richter - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Davi Arraz</dc:publisher>
<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 18:28:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Governo vai defender retomada de obras da Transordestina junto ao TCU</title>
<link>https://www.brapress.com/noticia/governo-vai-defender-retomada-de-obras-da-transordestina-junto-ao-tcu</link>
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<description>“Nós vamos trabalhar junto ao TCU para liberar o mais rápido possível", disse o vice-presidente Geraldo Alckmin.</description>
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<media:description type="plain">© Valter Campanato/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>O vice-presidente Geraldo Alckmin disse nesta sexta-feira (12) que vai defender, junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), a retomada das obras da ferrovia Transnordestina no trecho entre Salgueiro e o Porto de Suape. O percurso fica entre os municípios pernambucanos de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife.</p>

<p>Em maio, a corte suspendeu a contratação das obras do trecho até a apresentação de estudos que indiquem a viabilidade do empreendimento. O pedaço da malha ferroviária foi retomado como obra pública depois de ter sido devolvido pela Transnordestina Logística S.A. (TLSA), em 2022.</p>

<p>“Nós vamos trabalhar junto ao TCU para liberar o mais rápido possível, porque esse trecho da Transnordestina que vem para a Suape já está licitado e contratado. É só o TCU dar o ok que as obras podem começar”, disse Alckmin, durante a inauguração do novo terminal de contêineres da APM Terminals, no Complexo Industrial Portuário de Suape.</p>

<p>A obra ferroviária é considerada estratégica pelo governo, que argumenta que a intervenção promove o desenvolvimento regional, a redução de custos logísticos e a geração de empregos.</p>

<p>O processo em tramitação no TCU relacionado à Transnordestina envolve a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e o Ministério dos Transportes.</p>

<p>A corte de contas determinou que os envolvidos não assumam novos compromissos financeiros relacionados à retomada da construção do trecho, até que sejam demonstrados corretamente a pertinência e o benefício socioeconômico do projeto.</p>

<p>Na decisão, datada do dia 6 de maio, o órgão deu ainda o prazo de 30 dias para que a Infra S.A., responsável pela licitação do empreendimento, apresente um plano de ação atualizado para a conclusão de um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA). O estudo utilizado para a obra foi elaborado em 2017.</p>

<p>“Isso [a entrega do estudo] pode ser concluído depois. Eu acho que é possível a gente poder avançar e ir já tocando as obras”, completou o vice-presidente.</p>

<p>No dia 28, o TCU determinou novos ajustes no processo de repactuação da concessão da Transnordestina, impondo restrições ao uso de recursos destinados à reestruturação da malha ferroviária.</p>

<p>A corte de contas proibiu que valores provenientes de indenizações e conversão de multas sejam utilizados para cobrir obrigações antigas da concessionária. Os recursos deverão ser destinados exclusivamente a novos investimentos na ferrovia.</p>

<h2>Novo terminal de contêineres</h2>

<p>Nesta sexta-feira, Alckmin participou da inauguração do novo terminal de contêineres da APM Terminals, empresa do grupo dinamarquês Maersk. Com capacidade inicial para movimentar cerca de 400 mil TEUs, termo em inglês usado para a medida padrão de um contêiner de 20 pés, o novo terminal amplia a capacidade de movimentação do complexo pernambucano em 55%.</p>

<p>Com operação totalmente eletrificada, o terminal recebeu investimentos de mais de R$ 2 bilhões. Além disso, a operação tem potencial de expansão para mais de 1,3 milhão de TEUs anuais.</p>

<p>“O terminal portuário é o primeiro do país e da América Latina 100% eletrificado, o que mostra preocupação com a questão ambiental”, afirmou Alckmin.</p>



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 Vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, durante cerimônia de entrega oficial do 1º Terminal 100% Elétrico da América Latina da APM Terminals. Foto: Cadu Gomes/VPR
</div></div>

<p>O vice-presidente também assinou, junto com o prefeito do Recife, Victor Marques, ordens de serviço para o início das obras de drenagem e urbanização dos canais da Mauricéia, no Ipsep, e do Sanbra, na Estância. </p>

<p>As obras fazem parte do pacote de investimentos do Ministério das Cidades para a prevenção de riscos de desastres e a adaptação climática das cidades brasileiras e contribuirão para o fim de alagamentos nos bairros Jardim São Paulo e Ribeira. Serão investidos mais de R$ 60 milhões por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), com recursos municipais e do Orçamento Geral da União (OGU).</p>

<p>Com o ministro dos Portos e Aeroportos, Tomé Franca, Alckmin também participou da assinatura da ordem de serviço para início da dragagem e readequação da infraestrutura aquaviária do Porto do Recife. A obra contará com investimento federal de R$ 93,5 milhões, com execução prevista até dezembro de 2026.</p>

<p>Também foi formalizado o repasse de R$ 14,5 milhões para a substituição e a modernização das defensas dos berços de atracação do porto, estruturas responsáveis pela proteção das embarcações e dos cais durante as operações portuárias.</p>]]></content:encoded>
<category>Economia</category>
<dc:creator>Luciano Nascimento - repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Davi Arraz</dc:publisher>
<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 18:28:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Estudo indica desafios das políticas de combate ao trabalho infantil</title>
<link>https://www.brapress.com/noticia/estudo-indica-desafios-das-politicas-de-combate-ao-trabalho-infantil</link>
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<description>Políticas públicas nos últimos anos se mostram insuficientes diante dos 1,65 milhão de menores em situação de trabalho infantil no Brasil.</description>
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<media:description type="plain">© Valter Campanato/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>Levantamento do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção a Adolescentes no Trabalho (FNPETI) mapeou mais de 130 iniciativas federais voltadas a crianças e adolescentes. Apesar da retomada de políticas públicas nos últimos anos, elas se mostram insuficientes diante dos 1,65 milhão de menores em situação de trabalho infantil no Brasil.</p>

<p>A publicação Políticas Públicas Federais para Infâncias, Adolescências e Juventudes entre 2024 e 2025: Prevenção e Enfrentamento ao Trabalho Infantil e Promoção do Trabalho Protegido para Adolescentes, divulgada nesta sexta-feira (12), Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, reúne ainda dados orçamentários e análise das políticas e programas mapeados.</p>

<p>“O Brasil não alcançou a meta de erradicação das piores formas de trabalho infantil prevista nos ODS [Objetivos de Desenvolvimento Sustentável] e isso mostra que ainda estamos longe de garantir proteção integral para todas as crianças e adolescentes”, disse, em nota, a secretária-executiva do FNPETI, Katerina Volcov. A meta 8.7 dos ODS estabelecia a erradicação das piores formas de trabalho infantil até 2025.</p>

<p>Segundo o fórum, a análise aponta que a existência de programas e diretrizes não garante, por si só, resultados concretos. A entidade mencionou que questões relacionadas ao financiamento, à execução orçamentária e à coordenação e diálogo entre órgãos federais continuam sendo obstáculos para a efetividade das políticas públicas.</p>

<p>Volcov avalia ainda que o enfrentamento do problema precisa ser prioridade permanente do Estado brasileiro, ressaltando que 1,65 milhão de crianças e adolescentes têm seus direitos violados. Segundo a PNAD Contínua 2024, do IBGE, o Brasil registra 1,65 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil. O número representa aumento de 34 mil casos em relação ao ano anterior.</p>

<p>O estudo destacou também o desequilíbrio na relação entre investimentos e garantia de direitos.</p>


<p>“Embora crianças e adolescentes representem cerca de 24% da população brasileira, os investimentos destinados a esse público correspondem a menos de 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto - riqueza produzida no país), segundo estudo do Ipea e do Unicef utilizado como referência pelo levantamento”, divulgou o fórum, em nota.</p>


<h2>Interrupção de políticas</h2>

<p>O caso das Ações Estratégicas de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (AEPETI) é apontado, pelo fórum, como um dos exemplos evidentes dos impactos da descontinuidade das políticas públicas. Segundo o levantamento, a ação orçamentária do programa deixou de constar nos Projetos de Lei Orçamentária Anual entre 2020 e 2024.</p>

<p>Quando retornou ao orçamento federal, em 2024, a previsão era de R$ 3,6 milhões para todo o país, o que representava cerca de R$ 2 por criança e adolescente ao ano. Em 2016, o investimento havia alcançado R$ 83,9 milhões. No final de 2025, foi anunciada a destinação de valores anuais de R$ 79,2 milhões para as AEPETI.</p>


<p>“As AEPETI têm papel importante na articulação das redes locais de proteção. Quando o financiamento é interrompido, os municípios perdem capacidade de identificar casos, acompanhar famílias e desenvolver ações preventivas de forma continuada”, avaliou a assessora técnica do FNPETI, Izabela Ramos. </p>


<p>Para o FNPETI, o desafio dos próximos anos é garantir continuidade, financiamento adequado e articulação intersetorial das políticas públicas voltadas à proteção integral de crianças e adolescentes. “Além de ampliar recursos, é preciso assegurar uma governança comprometida, com transparência e continuidade às políticas públicas”, concluiu Katerina Volcov.</p>]]></content:encoded>
<category>Direitos Humanos</category>
<dc:creator>Camila Boehm - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Davi Arraz</dc:publisher>
<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 17:28:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>OIT aprova acordo por condições decentes a trabalhadores de apps</title>
<link>https://www.brapress.com/noticia/oit-aprova-acordo-por-condicoes-decentes-a-trabalhadores-de-apps</link>
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<description>É o primeiro conjunto de regras mínimas globais para proteger prestadores de serviço contratados por meio de aplicativos digitais</description>
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<media:description type="plain">© Rovena Rosa/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>Os estados-membros da Organização Internacional do Trabalho (OIT) aprovaram, nesta sexta-feira (12), um inédito acordo para promover o trabalho decente nas plataformas digitais.</p>

<p>A nova Convenção Internacional Sobre o Trabalho Decente na Economia de Plataformas é uma tentativa da OIT de estabelecer um primeiro conjunto de regras mínimas globais para proteger prestadores de serviço contratados por meio de aplicativos digitais que conectam clientes a profissionais autônomos.</p>

<p>O texto aprovado define o conceito de plataformas digitais de trabalho, bem como o de trabalhadores destes aplicativos. Estabelece diretrizes para garantir os direitos dos trabalhadores, aplicáveis a todas as empresas que operem nos países que ratificarem a adesão à convenção, além de admitir que, embora gere oportunidades de emprego e renda, a modalidade de trabalho também produz desafios socioeconômicos que precisam ser enfrentados em nível mundial.</p>

<p>Os signatários do acordo deverão respeitar e promover, entre o segmento, as liberdades de associação e sindical e o direito à negociação coletiva e às condições de trabalho seguro e saudável, buscando prevenir acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. Também devem possibilitar que todo profissional receba ao menos o equivalente a um salário mínimo local, sem levar em conta eventuais gorjetas ou comissões.</p>

<p>Os estados-membros que ratificarem o acordo também se comprometem a adotar as ações necessárias para eliminar, da Economia de Plataformas, as formas de trabalho infantil, degradante e análogo à escravidão e toda forma de discriminação ocupacional. E a promover mecanismos para contestação de decisões e a estabelecer a obrigatoriedade de os trabalhadores serem de alguma forma compensados por eventuais gastos relacionados à prestação do serviço ofertado.</p>

<p>"Este é um momento histórico”, informou a OIT, ao se referir ao texto aprovado esta manhã, pouco antes do encerramento da Conferência Internacional do Trabalho, em Genebra, na Suíça.</p>

<p>“Esta primeira norma internacional do trabalho sobre a economia de plataformas representa um passo importante para abordar um segmento do mundo do trabalho em rápida evolução”, acrescentou a organização.</p>

<p>O texto aprovado destaca que, diante das especificidades da prestação de serviços intermediada por plataformas digitais, “é desejável a adoção de normas específicas que, com outras normas internacionais, contribuam para tornar realidade o trabalho decente” no segmento.</p>]]></content:encoded>
<category>Economia</category>
<dc:creator>Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Davi Arraz</dc:publisher>
<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 17:28:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Concorrência do etanol e subvenção fazem preço da gasolina cair</title>
<link>https://www.brapress.com/noticia/concorrencia-do-etanol-e-subvencao-fazem-preco-da-gasolina-cair</link>
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<description>Em maio, combustível foi maior impacto de alívio na inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).</description>
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<media:description type="plain">© Rovena Rosa/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>A concorrência com o etanol e ações do governo para subsidiar combustíveis fizeram a gasolina ficar mais barata nos postos. Em maio, o preço recuou 1,46%, representando o produto que mais puxou para baixo a inflação oficial do mês.</p>

<p>O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio ficou em 0,58%, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (12).</p>

<p>O comportamento do preço da gasolina significou impacto de -0,08 ponto percentual (p.p.) no IPCA do mês.</p>

<p>A queda segue dois meses de alta, provocada pelo conflito no Oriente Médio, que causou disrupção na cadeia internacional do petróleo, encarecendo derivados como a gasolina e o óleo diesel em praticamente todo o mundo.</p>

<p>Veja o comportamento do preço da gasolina no Brasil depois do início do conflito, em 28 de fevereiro:
 </p>


	
		
			Março
			4,59%
		
		
			Abril
			1,86%
		
		
			Maio
			-1,46%
		
	


<p>O analista do IBGE Fernando Gonçalves aponta que o etanol ficou 6,2% mais barato em maio, sendo o segundo produto que mais puxou para baixo o IPCA. “Caiu por conta de uma disponibilidade maior”, contextualiza.</p>

<p>Gonçalves explica que o produto está mais rentável e isso faz com que os produtores disponibilizem a safra de cana mais para a produção do etanol em detrimento ao açúcar.</p>

<p>Com mais etanol no mercado, menor o preço de venda. “Com etanol mais barato, a gasolina, por concorrência, acaba também reduzindo o preço”, completa.</p>

<p>O Brasil tem grande parte da frota de automóveis flex, o que permite o motorista escolher entre gasolina ou etanol na hora em que chega ao posto de combustível.</p>

<h2>Subvenção</h2>

<p>O outro elemento que ajudou a derrubar o preço da gasolina é a política de subvenção adotada pelo governo, uma espécie de reembolso para produtores e importadores do combustível.</p>

<p>A medida é uma das formas de o governo evitar que a escalada no custo dos derivados de petróleo cause choque de preços no Brasil.</p>

<p>A subvenção, atualmente em R$ 0,44 por litro, é o valor que o governo paga aos agentes do mercado, em troca do repasse do “desconto” aos consumidores finais.</p>

<p>Na prática, é como se o governo devolvesse às refinarias e importadores parte dos tributos federais cobrados sobre os combustíveis, como Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).</p>

<p>A medida contribuiu para diminuir o impacto de um aumento recente anunciado pela Petrobras, principal produtora de gasolina do país. A estatal reajustou o preço em R$ 0,48, mas apenas o valor de R$ 0,04 foi repassado ao consumidor.</p>

<h2>Diesel</h2>

<p>A política de subvenção também foi aplicada ao óleo diesel, majoritariamente usado por caminhões e ônibus. Em maio, o IBGE apurou recuo de 2,34%, sendo o quarto produto que mais puxou a inflação para baixo.</p>

<p>Em março, primeiro mês de guerra no Oriente Médio, o combustível subiu 13,9%. Em abril, 4,46%.</p>

<p>No diesel, a subvenção chegou a R$ 1,52 por litro pago aos importadores e R$ 1,12 aos produtores em maio.</p>

<h2>Frete ainda pesa</h2>

<p>Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, o de transportes ─ que inclui os combustíveis ─ foi o único que apresentou deflação em maio, ou seja, na média, ficou mais barato (-0,46%).</p>

<p>Apesar desse comportamento, o frete ainda pesou no mês e ajudou os alimentos a subirem 1,33%, sendo o maior impacto de alta no IPCA de maio (0,29 p.p.)</p>

<p>“O frete caiu, mas ainda está onerando o preço dos alimentos”, diz Gonçalves.</p>

<h2>Guerra e preço</h2>

<p>Iniciada no último fim de semana de fevereiro, a guerra dos Estados Unidos e de Israel ao Irã teve reflexos como ataques a países vizinhos do Irã também produtores de petróleo. Outra consequência foi o fechamento do Estreito de Ormuz, no Sul do Irã, que liga os golfos Pérsico e de Omã. Por lá, passavam antes da guerra cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural.</p>

<p>Com a cadeia logística em turbulência, a oferta do óleo cru e seus derivados diminuiu no mundo, levando à escalada dos preços. O barril do Brent, referência internacional de preços, saltou de US$ 70 para mais de US$ 100, atingindo picos ao redor de US$ 120.</p>

<p>O petróleo é uma commodity, isto é, mercadoria negociada a preços internacionais. Isso fez com que o encarecimento fosse sentido também no Brasil, mesmo sendo país produtor.</p>

<p>No caso do diesel, especificamente, o país não é autossuficiente, e precisa importar cerca de 30% do que consome.</p>]]></content:encoded>
<category>Economia</category>
<dc:creator>Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil </dc:creator>
<dc:publisher>Davi Arraz</dc:publisher>
<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 16:28:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Com Marta como embaixadora, Tesouro quer atrair mais investidores </title>
<link>https://www.brapress.com/noticia/com-marta-como-embaixadora-tesouro-quer-atrair-mais-investidores</link>
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<description>Foco é título como o Tesouro Reserva, que já soma R$ 2 bilhões</description>
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<media:description type="plain">© Fernando Frazão/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>Ao completar um mês de seu lançamento, o Tesouro Reserva, novo título do Tesouro Direto voltado a pequenos investidores, já alcançou R$ 2 bilhões em aplicações. A informação foi passada hoje (12) à imprensa pelo secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal.</p>


<p>“O Tesouro Reserva é um sucesso. Já temos mais de R$ 2 bilhões investidos. Aumentamos também o número de investidores, que é parte dessa democratização.”</p>


<p>Lançado pela Secretaria do Tesouro Nacional, pela B3 e pelo Banco do Brasil, o Tesouro Reserva prevê rendimento indexado à taxa básica de juros (Selic). Outra novidade é que poderá ser negociado em qualquer hora do dia, todos os dias da semana. O foco é o pequeno investidor ou quem pretende montar reserva de emergência.</p>

<p>“O Tesouro Reserva está disponível a qualquer momento, é tecnológico, fácil e com R$ 1 você já consegue investir. Foi feito exatamente para atender todo mundo. E não tem volatilidade ou marcação a mercado, o que tira a percepção de que se poderia estar perdendo alguma coisa. Aqui, o investidor só vai ganhar”, destacou Leal.</p>

<p>Neste momento, a modalidade está disponível apenas para correntistas do Banco do Brasil, mas outros bancos deverão disponibilizá-lo em breve.</p>

<h2>Tesouro Direto</h2>

<p>Para estimular os investimentos nos títulos disponíveis do Tesouro Direto, como o Tesouro Reserva e o Tesouro Selic, a Secretaria do Tesouro Nacional e a B3 resolveram apostar em uma parceria com a jogadora de futebol Marta.</p>


<p>“A Marta é um ícone, um dos maiores ídolos que o Brasil já teve como atleta, pessoa e mulher. Isso vai ajudar a população, porque conseguir alavancar o Tesouro Direto vai naturalmente resultar em mais poupança e mais economia para as pessoas”, explicou Leal.</p>


<p>Considerada a rainha do futebol feminino e eleita seis vezes a melhor jogadora do mundo, Marta se tornou embaixadora do Tesouro Direto, em cerimônia nesta manhã na sede da B3, na capital paulista.</p>

<p>No evento, Marta ressaltou a importância da consciência financeira. "E isso para todas as áreas, não só no esporte. E não precisa ter muito, né? Com um realzinho a gente já consegue fazer as coisas aconteceram. Basta ter conhecimento, paciência, continuar trabalhando e, com certeza, entender que hoje você trabalha para ter a sua liberdade financeira no futuro.”</p>

<p>Lançado em 2002, o Tesouro Direto surgiu com o objetivo de democratizar o acesso aos títulos públicos, fomentar a formação de poupança e ser instrumento de educação financeira. Hoje, cerca de 3,4 milhões de pessoas investem nos títulos do programa – crescimento de 57% nos últimos cinco anos.</p>]]></content:encoded>
<category>Economia</category>
<dc:creator>Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Davi Arraz</dc:publisher>
<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 15:28:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Instituições têm até 15 de junho para aderir ao Fies do 2º semestre</title>
<link>https://www.brapress.com/noticia/instituicoes-tem-ate-15-de-junho-para-aderir-ao-fies-do-2o-semestre</link>
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<description>Processo dever ser feito pelo endereço fiesgestao.mec.gov.br.</description>
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<media:description type="plain">© Arquivo Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>Instituições privadas de educação superior têm até as 23 horas e 59 minutos desta segunda-feira (15) para aderir ao processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), referente ao segundo semestre de 2026.</p>

<p>O programa federal financia a graduação de estudantes matriculados em cursos presenciais não gratuitos em faculdades privadas e com avaliação positiva do Ministério da Educação (MEC).</p>

<p>Prioritariamente, o Fies beneficia estudantes que não tenham concluído o ensino superior e que não tenham sido beneficiados pelo financiamento estudantil.</p>

<h2>Adesão</h2>

<p>Desde 8 de junho, a adesão pode ser feita exclusivamente pelo Sistema Informatizado do Fies (SisFies), no módulo FiesOferta.  </p>

<p>As mantenedoras das faculdades privadas devem preencher, para cada curso, turno e local de oferta, as informações sobre: os valores das semestralidades escolares dos períodos que compõem a formação; a forma de reajuste do valor do curso financiado; e a realização de processo seletivo próprio.</p>

<p>Além disso, também deverão ser enviadas as propostas de oferta, observando a necessidade mínima de seis vagas por formação.</p>

<p>Conforme o edital deste processo seletivo (nº 40/2026), o termo de participação deverá ser assinado eletronicamente pelo representante legal da mantenedora da instituição de ensino.</p>

<h2>Enamed</h2>

<p>O edital desta segunda edição do Fies de 2026, prevê a aplicação de medidas cautelares para os cursos de graduação em medicina que tiveram resultados insuficientes no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025.</p>

<p>Entre as sanções, está a suspensão da possibilidade de celebrar novos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e em outros programas federais, como o Programa Universidade para Todos (Prouni).</p>

<p>De acordo com listas publicadas em março no Diário Oficial da União, 99 cursos de medicina estão em situação de baixo desempenho no Enamed.</p>

<p>Os estudantes obtiveram conceito Enade nas faixas 1 e 2 – o que representa que menos de 60% dos estudantes concluintes nestas instituições apresentaram desempenho considerado adequado no Enamed.</p>

<h2>Fies</h2>

<p>Anualmente, o Fies faz dois processos seletivos regulares, um para o primeiro semestre e outro para o segundo semestre de cada ano letivo, além de processos seletivos para vagas remanescentes.</p>

<p>Para obter mais informações, o interessado pode entrar em contato com o MEC pelo telefone 0800-616161.</p>]]></content:encoded>
<category>Educação</category>
<dc:creator>Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Davi Arraz</dc:publisher>
<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 14:28:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Bancos terão expediente especial em dia de jogos do Brasil na Copa</title>
<link>https://www.brapress.com/noticia/bancos-terao-expediente-especial-em-dia-de-jogos-do-brasil-na-copa</link>
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<description>Caso a partida se inicie às 14h, o encerramento do atendimento ao público será as 12h. No dia de jogo do Brasil às 16h, o fechamento será 14h.</description>
<media:content url="https://www.brapress.com/uploads/images/2026/06/bancos-terao-expediente-especial-em-dia-de-jogos-do-brasil-na-copa1781281756.jpg" medium="image">
<media:description type="plain">© Antonio Cruz/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>Agências bancárias terão horário especial de atendimento ao público nos dias de jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo. O horário de abertura será o habitual de cada agência, já fechamento dos locais será duas horas antes do horário de início do jogo.</p>

<p>Caso a partida se inicie às 14h, o encerramento do atendimento ao público será as 12h. No dia de jogo do Brasil às 16h, o fechamento será 14h. E caso a seleção entre em campo às 17h, as agências fecharão às 15h.</p>

<p>Já os horários de expediente dos postos de atendimento e das agências que funcionam em locais especiais, como shoppings e aeroportos, serão informados diretamente pelo estabelecimento, caso a caso.</p>

<p>Os canais digitais e remotos dos bancos, como internet e aplicativos, assim como as salas de autoatendimento, funcionarão normalmente nos dias de jogos da seleção brasileira, seguindo os horários estabelecidos por cada instituição.</p>

<p>O Pix, que funciona 24 horas todos os dias e feriados, poderá ser feito normalmente.</p>

<p>Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) explicou que a medida também busca conciliar o atendimento à população com a segurança operacional das agências e dos serviços de transporte de valores.</p>]]></content:encoded>
<category>Economia</category>
<dc:creator>Andreia Verdélio - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Davi Arraz</dc:publisher>
<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 13:28:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Ao negar extradição de Zambelli, Justiça italiana cita Moraes</title>
<link>https://www.brapress.com/noticia/ao-negar-extradicao-de-zambelli-justica-italiana-cita-moraes</link>
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<description>Corte de Cassação concluiu que Moraes atuou, nesse caso específico, “em violação ao princípio da imparcialidade e da independência do juiz”.</description>
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<media:description type="plain">© Lula Marques/ Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>A Corte de Cassação de Roma, instância máxima de apelação da Justiça italiana, publicou a íntegra da decisão em que negou a extradição ao Brasil da ex-deputada Carla Zambelli, condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). </p>

<p>A decisão italiana diz respeito ao pedido de extradição feito pelo Brasil relativo ao caso de invasão aos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), crime pelo qual foi considerada culpada pela Primeira Turma do Supremo, no ano passado. </p>

<p>Para a Justiça italiana, há “diversos elementos” que trazem dúvida sobre a imparcialidade do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo. Isso porque ele ocupou diferentes papéis ao longo do processo, sendo, além de juiz, o prejudicado pelo ato considerado criminoso. </p>

<p>A decisão italiana afirma haver “insuficiência e ilogicidade da fundamentação em relação ao acúmulo das funções de vítima, juiz de primeira instância, juiz de segunda instância e juiz da execução na pessoa de M.A.D.M. [Ministro Alexandre de Moraes]”.</p>

<p>A Corte de Cassação concluiu que Moraes atuou, nesse caso específico, “em violação ao princípio da imparcialidade e da independência do juiz”. </p>

<p>Pouco antes da condenação se tornar definitiva, Zambelli fugiu, em julho do ano passado, para os Estados Unidos e em seguida para a Itália, país do qual possui cidadania. Ela foi presa no país europeu para aguardar o julgamento do pedido de extradição feito pelo Brasil, mas acabou solta em maio deste ano, depois da decisão que rejeitou o procedimento. </p>

<p>Há ainda, contudo, um segundo pedido de extradição em tramitação na Justiça italiana, ao aguardo de uma decisão da Corte de Cassação italiana. </p>

<p>Esse caso diz respeito a uma condenação da ex-deputada por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal no episódio em que ela sacou um revólver e perseguiu um jornalista pelas ruas de São Paulo, em 2022. </p>

<p>Acionados, o Supremo Tribunal Federal ou o gabinete do ministro Alexandre de Moraes ainda não se manifestaram sobre a decisão da Justiça italiana. </p>]]></content:encoded>
<category>Justiça</category>
<dc:creator>Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Davi Arraz</dc:publisher>
<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 11:28:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Governo regulamenta adesão ao sistema nacional de igualdade racial</title>
<link>https://www.brapress.com/noticia/governo-regulamenta-adesao-ao-sistema-nacional-de-igualdade-racial</link>
<guid isPermaLink="true">https://www.brapress.com/noticia/governo-regulamenta-adesao-ao-sistema-nacional-de-igualdade-racial</guid>
<description>Portaria do Ministério de Igualdade Racial atualiza critérios e amplia formas de adesão ao Sinapir.</description>
<media:content url="https://www.brapress.com/uploads/images/2026/06/governo-regulamenta-adesao-ao-sistema-nacional-de-igualdade-racial1781270953.jpg" medium="image">
<media:description type="plain">© Bruno Peres/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério da Igualdade Racial atualizou diretrizes e ampliou formas de adesão ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir). </p>

<p>Portaria publicada nesta sexta-feira (12) consolida novas diretrizes para organização do sistema e prevê critérios para participação em políticas estratégicas da pasta, no âmbito da cooperação entre União, estados, Distrito Federal e municípios.</p>

<p>Instituído pelo Estatuto da Igualdade Racial, o Senapir é responsável, entre outros pontos, por organizar e articular políticas públicas de combate ao racismo.</p>

<p>A adesão ao Sinapir continua sendo voluntária e pode ser feita por estados, o DF, municípios, consórcios públicos intermunicipais e associações municipalistas.</p>

<h2>Requisitos </h2>

<p>Os interessados devem formalizar a adesão por meio de solicitação ao Ministério da Igualdade Racial. </p>

<p>São requisitos:</p>

<ul>
	<li>criação de um órgão específico;</li>
	<li>instituição de conselho com participação da sociedade civil;</li>
	<li>indicação de um gestor responsável pela política local.</li>
</ul>

<p>Também devem ser apresentados atos normativos, registros de funcionamento do conselho, plano ou ações em andamento e informações sobre capacidade orçamentária. </p>

<p>O ministério terá prazo de até 30 dias para analisar o pedido. Em caso de aprovação, será firmado um Termo de Adesão e Compromisso entre a União e o ente federativo, com definição das responsabilidades de cada parte.</p>

<p>A portaria também amplia a possibilidade de adesão por meio de consórcios intermunicipais e associações municipalistas. Nesses casos, é obrigatória a constituição de instâncias específicas, como o Conselho Intermunicipal de Promoção da Igualdade Racial e, quando aplicável, uma câmara temática dedicada ao tema.</p>

<h2>Modalidades </h2>

<p>Uma das principais novidades da norma é a definição de três modalidades de gestão no âmbito do Sinapir: básica, intermediária e plena. A classificação dependerá do grau de estrutura institucional do ente participante.</p>

<p>A portaria prevê ainda que a modalidade escolhida influenciará a pontuação dos entes em chamamentos públicos do ministério, com maior peso para aqueles com maior nível de estruturação.
 </p>]]></content:encoded>
<category>Direitos Humanos</category>
<dc:creator>Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Davi Arraz</dc:publisher>
<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 10:28:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Inscrições para o Enem terminam nesta sexta na página do participante</title>
<link>https://www.brapress.com/noticia/inscricoes-para-o-enem-terminam-nesta-sexta-na-pagina-do-participante</link>
<guid isPermaLink="true">https://www.brapress.com/noticia/inscricoes-para-o-enem-terminam-nesta-sexta-na-pagina-do-participante</guid>
<description>Isentos de taxa também devem confirmar participação e estudantes de escolas públicas devem confirmar informações.</description>
<media:content url="https://www.brapress.com/uploads/images/2026/06/inscricoes-para-o-enem-terminam-nesta-sexta-na-pagina-do-participante1781267357.jpg" medium="image">
<media:description type="plain">© José Cruz/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>Os interessados em participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 devem se inscrever até as 23 horas e 59 minutos desta sexta-feira (12), no horário de Brasília. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) prorrogou por uma semana o prazo, que terminaria, até então no dia 5. </p>

<p>A inscrição é on-line e deve ser feita diretamente na Página do Participante no portal do Inep e com o login do portal Gov.br.</p>

<p>Mesmo os alunos que tiveram aprovado o pedido de isenção de taxa precisam acessar o sistema do Inep para fazer a inscrição na prova de 2026.</p>

<h2>Inclusão e acessibilidade</h2>

<p>O prazo ampliado até esta sexta-feira (12) também vale para solicitar tratamento pelo nome social e, se necessário, pedir atendimento especializado.</p>

<p>O Inep incluiu no Enem 2026 a possibilidade de atendimento especializado para pessoas com fibromialgia e transtornos mentais, como ansiedade, Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), entre as situações.</p>

<p>Todas as condições específicas para pedir recursos de acessibilidade estão descritas no edital.</p>

<p>A resposta preliminar à solicitação de atendimento especializado e ao tratamento pelo nome social sairá em 26 de junho.</p>

<h2>Inscrição automática</h2>

<p>Pela primeira vez, todos os concluintes do ensino médio de escolas públicas foram inscritos automaticamente pelo governo federal.</p>

<p> A única obrigação do estudante é confirmar, até esta sexta-feira, sua participação no sistema de inscrição, escolher a opção de prova de língua estrangeira (inglês ou espanhol) e indicar, se for o caso, a necessidade de recursos de acessibilidade ou se quer ser tratado pelo nome social em todas as fases do exame.</p>

<h2>Taxa de inscrição</h2>

<p>Após a inscrição, o sistema do Enem vai gerar a GRU Cobrança no valor de R$ 85 aos candidatos não isentos.</p>

<p>Com a prorrogação do período de inscrições, o pagamento da taxa do exame deve ser feito até 17 de junho.</p>

<p>A opções de pagamento são via Pix, cartão de crédito, débito ou boleto. A quitação poderá ser feita em qualquer banco, casa lotérica ou aplicativos bancários.</p>

<p>O Inep destaca que participantes do programa Pé-de-Meia, do Ministério da Educação (MEC) e os concluintes do ensino médio de escolas públicas são isentos do pagamento.</p>

<h2>Mais locais de provas</h2>

<p>A aplicação das provas do Enem está agendada para os domingos 8 e 15 de novembro.</p>

<p>De acordo com estimativas do Inep, aproximadamente 80% dos concluintes da rede pública devem fazer as provas nos dois dias, na própria escola em que estudam. A medida tem o objetivo de facilitar o acesso e reduzir deslocamentos.</p>

<h2>Enem</h2>

<p>O Exame Nacional do Ensino Médio, que avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica, é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). </p>

<p>As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.</p>

<p>Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.</p>

<p>Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que têm convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.</p>]]></content:encoded>
<category>Educação</category>
<dc:creator>Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Davi Arraz</dc:publisher>
<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 09:28:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Salários diminuem pobreza em 22 regiões metropolitanas</title>
<link>https://www.brapress.com/noticia/salarios-diminuem-pobreza-em-22-regioes-metropolitanas</link>
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<description>Taxa foi de 18,4% em 2025, a menor da série histórica. Pesquisa mostra que persistem desigualdades regionais e de renda, apesar do avanço socioeconômico.</description>
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<media:description type="plain">© Paulo Pinto/Agência Brasil</media:description>
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<content:encoded><![CDATA[<p>Entre 2021 e 2025, mais de 10 milhões de pessoas deixaram a condição de pobreza nas regiões metropolitanas do país,. Os dados são do boletim Desigualdade nas Metrópoles, produzido em parceria pelo Observatório das Metrópoles, a Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina (RedODSAL) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).</p>

<p>Segundo o estudo, baseado em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de pobreza em 22 metrópoles brasileiras chegou a 18,4% em 2025, “alcançando, pelo terceiro ano consecutivo, o menor valor da série histórica [desde 2012]”.</p>


<p>“Foi uma redução significativa. Um patamar grande, apesar do nível de pobreza ainda se manter bastante alto no conjunto das metrópoles do Brasil”, afirma, em entrevista à Agência Brasil, o economista e sociólogo Marcelo Ribeiro, professor do Programa de Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador do Observatório das Metrópoles.</p>


<p>Para o especialista, a redução observada da pobreza tem a ver com a remuneração do trabalho e foi beneficiada com a maior oferta de ocupações no país. “Está muito vinculada com o fato de as pessoas mais pobres terem aumentado o seu nível de renda a partir do rendimento do trabalho.”</p>

<p>Ele descarta que a melhoria tem a ver com os programas sociais de transferência de renda. Os valores pagos pelo Bolsa Família não sofrem alteração desde março de 2023.</p>

<h2>Renda domiciliar mensal</h2>

<p>Conforme o boletim Desigualdade nas Metrópoles, “a renda média domiciliar per capita do conjunto das metrópoles do país alcançou novo recorde em 2025”. O valor foi de R$ 2.766.</p>

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<p>No ano passado, havia nas regiões metropolitanas RM cerca 15,2 milhões de pessoas (15.188.817) em situação de pobreza – que contavam com até R$ 729 por mês (valor resultado da renda domiciliar mensal dividida pelo número de pessoas da família). O volume equivale ao total da população somada do Pará, da Paraíba e de Sergipe.</p>

<p>Desse universo, 2,6 milhões de pessoas estavam em condição de extrema pobreza: contavam com até R$ 229 por mês (renda familiar per capita mensal). O volume equivale ao total de habitantes de Fortaleza ou de Salvador.</p>

<p>O boletim destaca que “a taxa de extrema pobreza caiu para 3,2% no conjunto das metrópoles brasileiras. Esse nível só foi maior do que as taxas registradas em 2013 e 2014.</p>

<h2>10% mais ricos ganham 16,1 vezes a mais que os 40% mais pobres</h2>

<p>O boletim também avaliou a concentração de renda aferida pelo índice de Gini. Em 2025, o valor foi de 0,511 – conforme o indicador, quanto mais próximo de 1, maior o acumulo do rendimento em menor número de pessoas.</p>

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<p>Segundo nota de divulgação do estudo, “o aumento da desigualdade [entre 2024 e 2025] também foi identificado pela razão entre os rendimentos dos 10% mais ricos e dos 40% mais pobres da população. Em 2025, os integrantes do topo da distribuição de renda receberam, em média, 16,1 vezes mais do que aqueles situados na base, reforçando a persistência das disparidades socioeconômicas nas metrópoles brasileiras.”</p>

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<p>Para Marcelo Ribeiro, há mais de uma razão para a perpetuação da histórica desigualdade social no Brasil: o mercado de trabalho e os rendimentos de aplicações financeiras. “Para os mais ricos, o mercado de trabalho tem efeito especial. Eles estão nas ocupações de maior remuneração, pois são aquelas de maior escolarização.”</p>

<p>Além disso, o economista lembra que no período de análise o país conviveu “com taxas de juros muito elevadas. Somente os grupos de maior poder aquisitivo têm condições de realizar aplicações financeira. Os rendimentos deles, tanto decorrentes do trabalho quanto de aplicações financeiras, contribuíram para o aumento de renda - que foi proporcionalmente maior do que os estratos socioeconômicos mais baixos.”</p>

<h2>Desigualdade no mapa</h2>

<p>Ribeiro ressalta que a desigualdade tem distribuição geográfica. As metrópoles das regiões Norte e Nordeste têm proporcionalmente mais pobres do que as do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O Distrito Federal, com média de renda mensal de R$4.401, dispõe de um valor 2,7 vezes maior do que a média de renda da grande São Luís (R$ 1.616).</p>

<p>As regiões metropolitanas observadas foram Manaus, Belém, Macapá, São Luís, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife, Maceió, Aracaju, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Vale do Rio Cuiabá e Goiânia, o Distrito Federal e a Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento de Teresina (PI).</p>

<p>As 22 regiões metropolitanas observadas no estudo são formadas por cerca de 300 cidades. Quatro de cada dez pessoas que moram no Brasil vivem nessas áreas.</p>]]></content:encoded>
<category>Economia</category>
<dc:creator>Gilberto Costa - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Davi Arraz</dc:publisher>
<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 08:28:00 -0300</pubDate>
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